As lições de marketing de um fim de semana no NBA All-Star Game 2018

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admin
Por Marketing

Los Angeles respirava NBA. Por onde se olhava se via enormes outdoors com as estrelas do jogo, prédios plotados com a identidade do embate, restaurantes personalizados pela NBA e todas as lojas esportivas vendendo produtos do All Star Game 2018. Um show de branding pelas ruas, um sinal de que muitas lições de marketing da NBA poderiam ser aprendidas.

“Wow!! How lucky you are. I’m a basketball fan and my dream is to watch an All Star Game”, me disse o motorista do Uber, quando falei o motivo da minha viagem.

Lucky. Era mesmo muita sorte, uma oportunidade única. Um evento exclusivo e que ganhou uma dimensão ainda maior quando soube que além do Rodrigo, nosso CEO, teria como parceiros de viagem o time da Samba Tech, Gustavo Caetano, CEO da empresa e uma inspiração pra mim, e Rodrigo Paolucci, CEO da Samba Ads.

Era um verdadeiro dream team, também fora das quadras!

As lições de marketing de um fim de semana no NBA All-Star Game 2018

Lembro de como começou a experiência da Smartalk com a NBA. O primeiro contato foi com Arnon de Mello, durante a preparação do VP para o Connect Samba, em setembro do ano passado.

Sabe quando a sinergia é imediata? Era pra reunião, na sede da NBA, durar 30 minutos, mas se estendeu por horas, outros times entraram no bate-papo e daí surgiu uma parceria que já nascia grande.

Desde que recebemos o convite, por intermédio da Luiza Machado, Coordinator Administration & Hospitality, nossa conterrânea e porta-voz da Smartalk na NBA, ficamos muito empolgados.

Tínhamos participado da criação de conteúdo e de apresentações de eventos de grande porte no Brasil. Desta vez estaríamos diante de um dos eventos esportivos mais famosos no mundo. Uma certeza: seria incrível e voltaríamos com uma bagagem enorme de referências e inspirações.

Além de todo o encanto de LA, o clima da cidade, as praias de Santa Monica e Venice, as lojas de grifes, as mansões de Beverlly Hills, o Rooftop mais alto das Américas, calçada da fama e tudo que vemos nos filmes, existia algo maior: a experiência que a NBA estava nos proporcionando.

A companhia do Zuckerberg brasileiro

No primeiro dia, Gustavo Caetano nos representou no NBA All-Star Technology Summit, em uma conversa sobre o futuro da tecnologia nos esportes.

Ele era o único brasileiro convidado para o evento. O seleto grupo tinha apenas 50 pessoas entre grandes nomes do basquete, donos de times e personalidades.

Comecei a sugar muito conhecimento assim que ele nos contou sobre o bate-papo. Tive alguns insights a partir do que ele falou.

Muito se tratou de storytelling, o que tem muita sinergia com o produto da Smartalk. Foi discutido sobre o futuro da narração de histórias nos esportes!

Em uma época que tudo é compartilhado nas redes sociais e gera-se muito conteúdo, exige-se muito mais curadoria das narrativas esportivas, que continuam a inspirar e envolver pessoas em todo o mundo.

Check 1! Contar boas histórias para o público certo. Desafio de todas as empresas.

Todo 15 minutos dentro do Uber era uma aula de aprendizado com o Gustavo Caetano e Rodrigo Paolucci.

Eles, que administram empresas com inúmeros colaboradores e investidas por fundos milionários, me faziam ter insights de várias coisas com simples dicas espontâneas em bate-papos descontraídos.

Mas depois irei preparar um outro post com tudo que tomei nota e que daria para escrever um novo ”Pense Simples”.

A importância dos dados

Indo em frente, foi dito que o basquete nos EUA trata seus atletas como indivíduos, antes de pensar como time. É o jogo conectado, monitorado.

Cada jogador dorme o número de horas que seu corpo precisa, cada atleta come a refeição pensada para um melhor desempenho e o índice de lesões é mínimo, porque eles têm dados que entendem o limite físico de cada atleta.

Check 2! Mais importante que ter dados é saber usá-los em seu favor. O big data no esporte veio pra revolucionar o rendimento dos atletas. Isso se aplica para a vida, para as empresas, para tudo!

Dream team em quadra (o nosso)

Esse tipo de viagem é sempre uma ótima chance, também, para se fazer networking. No final do dia, happy hour da NBA Latam onde fizemos muitas conexões com formadores de opinião de toda a América Latina.

No segundo dia, fomos para o State Farm All-Star Saturday Night. Trânsito fluindo, filas organizadas, organização impecável. Entrar no Staples Center foi espetacular!

Dentro da arena, as maiores marcas americanas davam um show com estruturas de alimentação, lojas e mais lojas de souvenir, lugares marcados e respeitados.  

Estávamos sentados a – no máximo – 3 metros da quadra, de frente para todas as estrelas do basquete.

Assistimos o Torneio de Três Pontos, Desafio de Habilidades e o Torneio de Enterradas. No final, ainda fomos surpreendidos pela entrada de Michael Jordan.

Tido pela maioria dos especialistas como o melhor jogador de basquete de todos os tempos e, por muitos, um dos mais importantes desportistas da história, ele foi aplaudido de pé por toda a arena.

Check 3! Uma aparição de 30 segundos que provou a força da “marca” Michael Jordan.Um famoso caso de figura pessoal que toma proporções que superam a da marca que o lançou.

Jogos 3D

Que receptividade, amigos!

A NBA se preocupou com todos os detalhes para nós convidados e a comemoração pós-jogo foi também um show de branding e experiência.

Na festa, uma infinidade de experiências que nos aproximavam do mundo do basquete:

  • Fotos com o troféu do All Star Game;
  • Jogos de basquete em vídeo-game, em uma resolução surreal de realista;
  • Games 3D de arremesso em cestas;
  • Gravações de vídeos 360º com reproduções de cenários de quadras
  • Visitas a instalações de bonecos e gifts da história da NBA;
  • Além de ativações de artistas interagindo com a marca em tempo real;
  • Lojas, lojas e mais lojas de produtos.

Check 4! Invista em experiência do cliente, do usuário, do convidado. Pessoas são marcadas por sentimentos.

O que arrepia e emociona, é o que se grava na memória. Foi cada detalhe que me veio à mente ao escrever esse post. Nota 10 para o NPS do CS da NBA. (haja sigla)

Michael Jordan

Show do intervalo

O tão esperado domingo, último e grande dia do All-Star Weekend, havia chegado.

A ansiedade sobrepunha às outras emoções. Até porque, queríamos conhecer o novo formato do evento, que deixaria de ser disputado entre Leste e Oeste e daria lugar ao confronto entre as equipes de LeBron James e Stephen Curry.

Nós 4, devidamente uniformizados, pois foi impossível entrar 85 vezes em cada loja e não comprar os produtos exclusivos do All-Star Games LA 2018, saímos rumo à maratona do dia do evento.

Começamos o dia no NBA Legends Brunch. Um mega evento já às 9h da manhã. Nas mesas, convidados e as maiores lendas do basquete mundial tomam café juntos.

Ouvimos de Magic Johson à Jerry Alan West, um dos melhores jogadores de basquete norte-americano, atleta que inspirou a marca da NBA.

Check 5! Aprendi nesse brunch, que o logotipo da NBA foi inspirado em uma foto de Jerry Alan West, justamente por ser simples, dinâmica e comunicar a essência do esporte.

Tornou-se uma marca icônica, que gera aproximadamente US$ 3 bilhões por ano em licenciamento. Mais uma prova de que a simplicidade representa um estágio elevado de sofisticação.

Pausa pro almoço e mais um evento de networking promovido pela NBA, no We Work, em Los Angeles. É muito interessante observar como eles se preocuparam em gerar conexões para os convidados de todo o mundo.

Mais um ponto para a NBA!

Jogo das EstrelasDream team em quadra (o deles)

Chegamos junto ao time da NBA Latam à arena e estávamos prontos para viver o 14º jogo consecutivo como titular do All-Star do LeBron James.

Brindes e mais brindes, nossas cadeiras reservadas no lugar certo. Já estamos prontos, já pode começar!

Não! A NBA quer te surpreender ainda mais. Fomos convidados a ir para o camarote da NBA Latam visualizar o Staples Center de outro ângulo, desfrutar de um luxuoso buffet exclusivo e mais uma vez ser surpreendidos.

Em toda circulação pela arena, esbarramos (literalmente) em personalidades americanas, jogadores e lendas do basquete e sem reação, tiramos inúmeras fotos e comemoramos entre nós 4 aquele sonho de estar ali.

Hino canadense e americano tocados, jogo iniciado e a gente ainda em êxtase de estar vivendo aquilo.

Na poltrona a meu lado, sentou o VP do Facebook e conseguimos trocar experiências do futuro da rede social no Brasil e de como o FB irá investir em transmissões de esportes em tempo real daqui pra frente.

Check 6! O Luis acredita que o encantamento do esporte vai muito além das quadras e isso faz muito sentido.

A experiência pré e pós jogo muitas vezes conta mais do que o que acontece entre as quatro linhas. No Brasil mesmo, o sucesso dos programas esportivos pré jogo e das resenhas pós jogo, tem um poder muito forte de ser multiplicador daquele evento.

Ou seja, em todo evento, o antes e depois deve ter a mesma carga de importância do evento em si.

No intervalo do segundo tempo, o Túlio Landin, CFO da NBA Latam foi até a nossa poltrona e nos convidou a descer até a quadra para acompanhar o show do Pharrell Williams de perto.

Lance final

Rodamos a quadra, passamos ao lado de todos os jogadores do All-Star Game, dos artistas convidados e vivemos em 10 minutos uma sensação única de estar in loco aquela noite no lugar mais desejado por milhões de fãs do basquete do mundo inteiro.

Jogo emocionante, disputa decidida nos 3 segundos finais em uma possível jogada de 3 pontos e com o fim do cronômetro, encerramos também uma das experiências mais incríveis que já vivi.

Foi a sexta vez que a cidade de Los Angeles sediou o Jogo das Estrelas. O que ficou de lição? Experiência, experiência, experiência.

Todo o evento pensado no convidado, toda a cidade pensada nos turistas, toda a viagem pensada no cliente e parceiro NBA. E ainda tive o prazer de viver imerso com três gestores que me ensinaram despretensiosamente muito nesses cinco dias.

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