6 técnicas para desenvolver a linguagem corporal e a persuasão

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Por Marketing

Da teoria à execução: aprenda a decifrar os sinais conscientes e inconscientes emitidos pelo corpo e pela mente, influenciando pessoas e aprimorando a linguagem corporal.

Sabemos que corpo e mente são, de fato, unidos, tanto em sentido biológico quanto mental.

Todos os pensamentos afetam o nosso corpo de um modo ou de outro e, observando as mudanças físicas que ocorrem em alguém, podemos ter uma boa ideia de como ela se sente, quais são as suas emoções e no que está pensando.

Por outro lado, além de todos os nossos pensamentos se refletirem no corpo, o oposto também ocorre. 

Isso significa que qualquer coisa que aconteça com o nosso corpo afeta os nossos processos mentais

Nesse contexto, a leitura de mentes consiste em compreender os processos mentais dos outros através da observação das suas características e reações físicas.

Algumas coisas a serem observadas são permanentes, como estatura e postura. Já outras mudam constantemente quando conversamos, como a linguagem corporal e o ritmo da fala.

Estas são denominadas comunicação “não verbal”, e representam mais de 90% de toda a mensagem.

Diante disso, pensando em orientá-lo a desenvolver a melhor comunicação possível, influenciar aqueles que o cercam e interpretar corretamente os sinais silenciosos que as pessoas ao redor revelam inconscientemente, selecionamos neste artigo 6 técnicas abordadas no livro “A Arte de Ler Mentes”.

De autoria do autor best-seller, Henrik Fexeus, que já vendeu mais de um milhão de exemplares ao redor do mundo, a obra explica didaticamente como funciona a ciência comportamental, relacionando a linguagem corporal à influencia e persuasão.

Quer saber mais? Então, vamos lá!

1. Empatia

Um dos motivos que explica por que desejamos saber o que alguém está pensando é o fato de que isto nos ajuda a criar empatia.

A palavra empatia significa “criar harmonia e relações amistosas”, e ao estabelecê-la, estamos gerando um relacionamento de confiança mútua, consentimento, cooperação e abertura às ideias do outro. 

Logo, ela é o pilar de toda comunicação assertiva, e indica o posicionamento mental dos indivíduos, como entendem o mundo, o que estão pensando e como se sentem.

Cumpre salientar que a regra básica da empatia é adaptar-se a como os outros preferem se comunicar.

Ao adaptar-se a outra pessoa você se expressa como ela, assim fica mais fácil a comunicação. Se adaptando ao modo de comunicação do outro, você demonstra que é como ele, já que as suas expressões são semelhantes.

Após fortalecer a empatia, você pode assumir o comando e levar a pessoa a um estado mental positivo, alguém mais ajustado para entender claramente a sua mensagem ou as suas ideias, e o valor delas.

2. Postura Corporal

No que diz respeito ao uso da linguagem corporal para criar empatia, você deve simplesmente copiar a outra pessoa, refletindo o seu eco postural.

Faça um mapeamento comportamental, observe a postura da pessoa, o ângulo da cabeça, como ela mantém os braços, e depois faça o mesmo, sendo sutil e agindo gradualmente.

Existem dois modos diferentes para isso, chamados alinhamento e espelhamento.

No alinhamento, você move a parte correspondente do seu corpo quando a pessoa se move.

Por outro lado, no espelhamento, você move a parte oposta do seu corpo como se você fosse a imagem dela em um espelho.

Mas, como mascarar que está imitando alguém?

Atrasando os seus movimentos, ou imitando as expressões faciais de um indivíduo, já que ele não pode ver o próprio rosto.

3. Voz

Há ainda outra ferramenta poderosa para estabelecer empatia: a voz.

Você adapta a própria voz ao jeito da outra pessoa. Ouça e veja como ela usa a tonalidade, timbres, melodia, ritmo, força e volume. 

Preste atenção nas palavras que a pessoa usa com mais frequência, e depois comece a usá-las. 

Mais uma vez, é claro que isso deve ocorrer gradualmente e com discrição.

Dessa maneira, você começa a falar a língua da pessoa, mostrando que é igual a ela, e será claramente entendido, já que vocês até usam as mesmas palavras ao falar.

4. Expressões Idiomáticas

Para que a linguagem corporal e o discurso estejam alinhados ao objetivo da sua mensagem, é necessário que você adapte a sua comunicação às expressões idiomáticas da pessoa com quem mantém o diálogo.

No entanto, fique atento à dificuldade de se ajustar a essas práticas linguísticas, pois são específicas a tendências, regiões e faixas etárias.

São elas:

  • Gírias;
  • Jargões
  • Experiências pessoais;
  • Palavras de transe, ou palavras frequentemente usadas ao falar.

5. Respiração

Um método básico para consolidar a empatia eficaz é adaptar a sua respiração à de outra pessoa.

A respiração é visível de formas diferentes, dependendo de como se respira: com peso ou leveza, com o peito ou o diafragma.

Portanto, você deve observar o estômago, o peito, o movimento da sombra dos ombros e o pescoço da pessoa com quem mantém a comunicação.

Além disso, também deve estar atento à fala, isso porque não falamos enquanto inspiramos, e notando onde ocorre pausa na fala, você conseguirá perceber quando alguém está inspirando.

Neste sentido, ao respirar junto com a pessoa com quem está se comunicando, você estará entrando no mesmo ritmo e linguagem corporal dela, criando assim um vínculo mágico entre vocês.

6. Emoções

Muitas vezes permitimos que as emoções, conscientes ou inconscientes, controlem as nossas decisões e ações.

Henrik Fexeus destaca que os seres humanos sempre revelam as próprias emoções, mesmo que não queiram ou desejem ocultá-las.

Em vista disso, na perspectiva da linguagem corporal e persuasão, é de suma importância ser capaz de ver qual é o estado emocional da outra pessoa para entender como ela pensa, como prefere se comunicar e o que é importante ou desinteressante para ela.

Observando as expressões faciais, é possível perceber quando alguém está ficando irritado ou bravo, com medo ou hostil antes mesmo de a pessoa realmente se sentir assim. 

Este é o nível máximo da leitura da mente, então deve se ter cuidado com o modo pelo qual você explora as informações obtidas.

Para isso, é relevante identificar e compreender as sete emoções básicas que todos nós exibimos do mesmo jeito.

Paul Ekman, famoso psicólogo e pesquisador americano, as definiu como:

  1. Surpresa: caracterizada pelo rosto “aberto”, sobrancelhas altas e curvadas, olhos arregalados e boca aberta;
  2. Tristeza: demonstrada a partir dos cantos da boca apontando para baixo, pálpebras inferiores elevadas e olhos baixos;
  3. Raiva: percebida através de pálpebras tensas, lábios comprimidos e sobrancelhas franzidas;
  4. Medo: expressado por meio de sobrancelhas erguidas e retas, olhos abertos e tensos, rugas na testa e lábios retraídos;
  5. Alegria: caracterizada pelo sorriso aberto e olhar um pouco mais apertado;
  6. Nojo: é percebido quando a pessoa expressa rugas no nariz e lábio superior levantado;
  7. Desprezo: demonstrado quando o canto da boca está comprimido e elevado e os olhos direcionados para baixo.

Ademais, quando alguém tenta não revelar as suas verdadeiras emoções, elas se manifestam em três classes principais de expressões faciais emocionais sutis, que indicam as suas pistas em busca do que ela está realmente sentindo.

São elas:

  1. Expressões suaves: usa todo o rosto, mas sem muita intensidade;
  2. Expressões parciais: somente usará uma ou duas das partes do rosto necessárias para uma expressão facial completa;
  3. Microexpressões: são expressões faciais lampejantes e rápidas, porém completas.

Ressaltamos que reconhecer essas mudanças sutis nos músculos faciais te revelará os vários estados emocionais em que alguém está entrando, e como isso altera o modo que ele vivencia o encontro entre vocês!

Concluindo

Os ensinamentos contidos neste artigo te ajudarão a identificar uma série diversificada de sinais na comunicação inconsciente e silenciosa.

Através deles, será possível adaptar-se ao modo da outra pessoa se comunicar, estabelecendo um bom relacionamento no momento certo. 

Você também poderá usufruir desse relacionamento para conseguir uma mudança positiva no comportamento e nas atitudes dos outros.

Por esse motivo, sugerimos transformar toda essa teoria em prática, persistindo no conhecimento dessas técnicas para fazer a diferença em sua vida pessoal e profissional!

Este post foi produzido pela equipe do PocketBook4You, uma plataforma que oferece centenas de resumos de livros dos maiores autores e best-sellers da atualidade, e tem como principal missão levar conhecimento diversificado que se encaixa no dia a dia de cada um dos seus usuários, ao redor do Brasil e do mundo!